DIALÉTICA
O "antes".
Eu gosto tanto de você. Eu tenho certeza que nós dois juntos seria uma espécie de felicidade sem fim. É bom ter um amor... Principalmente quando ele está do nosso lado.
Poder contar com alguém...
No início era tudo tão lindo. Tudo tão intenso... Mais o tempo foi passando, e parecia que eu cansei você. Mais porquê você nunca disse isso de forma tão explícita?
Não era você que se dizia sempre tão sincero?
Era sim. Só que a culpa foi minha. Foi eu quem criei toda uma história, uma ilusão em relação a nós dois. É chato. Porque eu podia ter evitado todo esse sofrimento, se não fosse essa mania idiota de sempre distorcer as palavras. Eu não sou nada objetiva...
Mais a culpa não foi só minha não.
Você já agiu de forma tão imbecil e bruta comigo... Você já foi estúpido! Mais nunca disse "não me liga, não me procura, seja feliz e vai pro inferno que eu não quero saber mais de você!"
Isso seria mais forte de certa forma, mais menos doloroso do que essa morte aos poucos...
Pelo menos assim eu saberia que você não quer nada, e eu tinha que aceitar essa idéia e seguir minha vida, MATAR O SENTIMENTO DE UMA VEZ SÓ.
O sentimento que eu tinha por você a cada dia se tornava em tristeza, dor, angústia, frustração, impotência... Aí eu morria aos pouquinhos... Até desanimar.
Você sempre me deu um espaço... Mais um espaço isolado.
Eu estava dentro de você, mais esse espaço era longe de tudo e de todos. Eu só te conhecia pelas minhas conclusões... E elas eram sempre tão confusas... Uma hora achava que eu teria o mundo com você, e outra eu achava que o mundo tinha se acabado.
O problema é que eu sempre esperei alguma coisa de você.
Não que você tivesse dado alguma esperança... Mais também não as tirou de mim... E eu fui alimentando, alimentando... Até que ficou insuportável.
Você não tem idéia de quantas coisas já passaram pela minha cabeça.
Já pensei em desistir de você.
Milhões de vezes. Até tentei. Mais se for pra ter um fim. Quero um fim mesmo. Sem deixas...
Sem o "e se desse pra voltar". Não. Seria o fim. Seco.Sozinho... E triste fim... Como as tarde de outono...
O "depois do antes".
Você não está mais lhe dando com uma menininha meu bem.
Hoje em dia eu sei o que eu quero e quem eu quero.
Não me preocupo tanto com o que eu não quero...
Já não penso mais no que podia ter sido e não foi.
Já passou, e não interessa mais pensar sobre isso. Não vai mudar nada e nem resolver nada.
Quero manter o passado no passado. Se for pra mudar algo, quero fazer a partir de agora.
O agora é o único momento que algo pode ser feito.
Eu quero ver você e estar com você.
Eu gosto de você.
E se perguntares o porquê desse sentimento sem porque eu respondo:
Não sei. Só sei que sinto. Nem dá pra pensar quais os motivos que me mantém gostando tanto de ti. Porque não há lógica que explique isso.
Não é só pelas suas qualidades. Não é só pelo seus defeitos.
Não é por nada que eu possa conseguir descrever.
Como diz uma crônica do Arnaldo Jabor, ninguém ama alguém pelas qualidades ou pelos defeitos... Agente Só SENTE e pronto.
Nada que seja tão óbvio e tão simples que possa ser explicado.
A única simplicidade é:
GOSTO DE VOCÊ E PONTO FINAL.
Só que hoje eu gosto muito mais de mim.
E sou feliz independente de tudo.
Porque eu tenho a consciência, que não preciso de você pra respirar. Muito menos pra ser feliz.
É muita ingenuidade das pessoas colocar no outro a responsabilidade de nos fazer feliz.
E é o que acontecia... Eu achava que só seria feliz com você. Mais percebo que não.
Você seria mais um motivo de felicidade, mais não toda ela.
E nem é tão perfeito assim.
Tô vendo que precisamos conversar.
Quero esclarecer tudo.
"As vezes tenho saudade de como você era antes."
"Eu também as vezes queria ser como era antes... Mais morro de medo..."
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